Bem vindos!

Este espaço visa compartilhar experiências profissionais de Serviço Social na área de saúde.

Considerando-se a grande diversidade e dinamicidade das expressões da questão social, a troca de vivências profissionais tem relevante papel no intuito de qualificação da assistência prestada e na construção do projeto ético-político sintonizado com os anseios de igualdade e de justiça social.

Veja também as seções de apresentações em Power Point, dicas de filmes, sites e bibliografia.Se possível, deixe seu comentário. Ele, certamente, contribuirá para melhorar o espaço e catalizar o potencial para outras iniciativas.

Se desejar, entre contato pelo e-mail ou add no MSN, Facebook, Twitter ou Orkut.

Um grande abraço.

Tereza Cristina





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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Saúde da mulher: Mudança de rumos...



Iniciamos um novo estágio nessa caminhada profissional passando a navegar sobre os desafios da témática da saúde da Mulher. Imaginamos caminhos com obstáculos, obscuros, desconhecidos, intrigantes...

Pretendemos percorrê-los atentas aos novos indicativos. Porém movidas pela mesma marca do entusiasmo; da paixão pelo aprendizado; do esforço pela criatividade, e da possibilidade de trocas de vivências significativas, prazeirosas, gratificantes e acrescentadoras...
Sabemos do quanto o nosso menor é fundamental aos nossos usuários. Estamos cientes de que nunca alcançaremos o melhor. Porém, não há como evitar a paixão pela idéia de que um dia nosso sonho de igualdade humana seja o capital mais precioso.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"De coração pra coração"



Há um ano, a equipe multiprofissional do Serviço do Coração, sob a coordenação da assistente social e das psicólogas, desenvolve a atividade grupal com pacientes submetidos à cirurgia cardíaca no HGB. Trata-se de uma ação de suporte profissional aos pacientes no pós-alta, visando oferecer orientações voltadas para a prática de hábitos saudáveis e, conseqüentemente, para a melhor qualidade de vida.

Entrando numa nova fase, a equipe buscou melhorar o formato do grupo, tanto na abordagem, buscando maior interatividade, quando na visibilidade e organização.
Para isso, foi feito uma votação entre os profissionais do Serviço do Coração, incluindo os de níveis médio, para escolha do nome do grupo.

Entre 63 votantes, foi escolhido como nome "De coração para coração", o qual obteve 29 votos. Outros nomes sugeridos foram:

Viva a vida! - 13 votos
Bate, bate coração - 11 votos
CoraçãoAção - 07 votos
Grupo PAPOS - 03 votos.

A equipe organizadora elaborou uma programação anual e um folder a ser entregue aos pacientes durante o protocolo de alta. Será providenciada ainda a elaboração de cartazes, no intuito de melhorar a visibilidade e divulgação das atividades.

Esperamos, nesta nova fase, consolidar a iniciativa, a qual foi avaliada como totalmente bem sucedida no ciclo anterior.

Veja a programação anual:

14/10/08 – “A qualidade de vida após a cirurgia cardíaca”. Alfredo Brasil – Chefe do Serviço do Coração.
11/11/08 – “O uso correto dos medicamentos” . Elisabete Mesquita e Clara Regina Oliveira – enfermeiras do Serviço do Coração.

09/12/0 – “Fatores de risco das cardiopatias”. Ana Patrícia – médica do Serviço do Coração.

10/02/09 - “Alimentação saudável”. Elaine Figueiredo; Maria da Penha Vido e Vivianne da Motta - nutricionistas do Serviço do Coração.

10/03/09 - “Atividade física após a cirurgia cardíaca e angioplastia”. Liliane Souza; Daniele Couto e Juliana Flávia Oliveira - fisioterapeutas do Serviço do Coração.

14/04/09 - “Direitos sociais e saúde” . Tereza Cristina Silva – assistente social do Serviço do Coração; Carla Wirz e Thiago Oliveira - acadêmicos de Serviço Social do Serviço do Coração.

12/05/09 – “Lidando com as emoções” . Cláudia de P. Pereira e Teresa Cristina de M. Silveira – psicólogas do Serviço do Coração.

09/06/09 – Passeio: Sítio Burle Marx. (Guaratiba – Rio de Janeiro/RJ) - Saída às 10 horas do HGB.

14/07/09 – Avaliação do grupo pelos usuários.


sábado, 12 de julho de 2008

GRUPISCO - Grupo de pacientes internados no Serviço do Coração


O GRUPISCO - Grupo de pacientes internados no Serviço do Coração encontra-se num estágio inicial. Trata-se de uma iniciativa do Serviço Social no sentido de propiciar um espaço de reflexão e de interação entre os usuários, visando a compreensão sobre os diversos aspectos presentes no processo de adoecimento e de hospitalização, bem como a identificação de situações que possam demandar o acompanhamento individual pelo Serviço Social.

Basea-se na compreensão de que o adoecimento está vinculado ao processo que abrange todo o contexto da vida cotidiana e não apenas ao risco individual. Entende-se assim, que tal processo apresenta características multifacetadas, integrando aspectos físicos, mentais, ambiental, pessoal e social.

O caminho metodológico concorre com as estratégias que potencializem a transformação individual e coletiva dos usuários socialmente inseridos no mundo, ampliando sua capacidade de interpretação crítica da realidade social e de responsabilidade e autonomia com o cuidado e proteção com o corpo, bem como com as ações de promoção à saúde, estas intrinsicamente relacionadas à implementação e ampliação dos direitos sociais.


segunda-feira, 30 de junho de 2008

Grupo de pacientes pós-alta


O Grupo de pacientes pós-alta é uma iniciativa da equipe multiprofissional do HGB, coordenada pelas psicólogas Teresa Silveira e Cláudia De Paulo e pela assistente social Tereza Silva, no intuito de oferecer suporte aos pacientes submetidos à cirurgia cardíaca nos últimos seis meses, visando refletir sobre o estilo de vida saudável e diminuir os riscos da reinternação hospitalar.

Justificativa.

Toda forma de existência implica o estabelecimento de relações entre o organismo e o meio, assim como a convivência com algumas normas, limites e restrições. Assim, minhocas não atacam leões, girafas não voam, homens não respiram na água... As condições do indivíduo e do meio estabelecem limites e possibilidades. No caso do indivíduo humano, o mais complexo de todos, a interação com o meio influencia e sofre influência das condições biopsicossociais em questão.

De acordo com Canguilhem (1995), a ocorrência do adoecimento confere o surgimento de uma espécie de norma biológica, a partir da qual vigorará uma nova concepção de vida para que esta seja mantida. Faz-se necessário um redesenho do modo de viver, integrando as novas limitações impostas. As ações de saúde incidem sobre este campo biopsicossocial.

É sabido que as doenças cardiovasculares se constituem a maior causa de morte no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde de 2004. Ou seja, tratam-se de problemas graves, cujos cuidados envolvem altos custos – financeiros, emocionais, sociais. Além disso, segundo o imaginário popular, o coração é o centro da vida e a sede das mais intensas emoções, sejam elas agradáveis ou não. Por estes motivos, os casos de infarto, angina pectoris, aneurisma de aorta e trocas valvares mobilizam vastas energias mentais e emocionais de pacientes, familiares e das equipes de saúde, na busca do equilíbrio do organismo transformado pela doença.

As experiências de risco de morte, inerentes aos procedimentos cirúrgicos de Cardiologia, são impregnadas por intensas cargas emocionais. Elas provocam angústia e ansiedade, as quais desencadeiam mecanismos psicológicos de defesa. Ainda que sirvam para proteger o sujeito do sofrimento psíquico, estas defesas podem, eventualmente, comprometer a manutenção do equilíbrio obtido pelo tratamento.

O trabalho multidisciplinar com os pacientes internados no Serviço do Coração do HGB visa preservar o indivíduo, aumentando sua sobrevida e qualidade de vida após o adoecimento cardiovascular. Para tal, não bastam os tratamentos clínicos, hemodinâmicos e cirúrgicos, sendo importantíssimo que sejam efetivadas mudanças em seu estilo de vida com o fim de evitar os fatores de risco, sendo os principais: hipertensão arterial sistêmica, altas taxas de colesterol e triglicerídeos, tabagismo, obesidade e fatores psicossociais (estresse emocional, dificuldade em adquirir a medicação, suporte familiar insuficiente ou inexistente, deficiente relação de confiança com os profissionais e instituição de saúde,etc.). Tais fatores podem levar ao agravamento e/ou novas internações, chegando às vezes ao óbito.

Em vista do acima exposto, o presente projeto busca ampliar a atenção ao paciente pós-cirúrgico, através da realização de um grupo de reflexão multidisciplinar, onde serão discutidas e trabalhadas as questões suscitadas pela sua nova condição biopsicossocial.
Objetivos.

Geral :
  • Favorecer um espaço de interação entre os usuários submetidos à cirurgia cardíaca no HGB, pós-alta hospitalar, bem como de suporte profissional no sentido de contribuir para a melhor qualidade de vida dos mesmos.

Específicos:
  • Acompanhar e propiciar suporte multiprofissional aos pacientes submetidos a cirurgia cardíaca;
  • Favorecer a reflexão dos usuários sobre o seu estilo de vida associado aos fatores de risco das doenças cardiovasculares, no sentido da busca de sua autonomia sobre a proteção e recuperação de sua saúde, bem como da construção de identidade e cidadania.
  • Fortalecer a rede social do paciente;
  • Diagnosticar e intervir sobre os fatores envolvidos na reinternação hospitalar;
  • Detectar precocemente os múltiplos fatores que podem propiciar o agravamento do quadro;

Operacionalização do grupo.

Constituição do grupo:

Os usuários são inseridos no grupo voluntariamente, sendo a inserção de forma contínua. Entretanto, cada usuário permanece no grupo por, no máximo, seis meses, podendo ser referenciado para uma unidade básica ou outros programas de saúde.

Dinâmica do grupo:

Os encontros do grupo são realizados mensalmente, durante duas horas, utilizando--se dinâmicas de grupo; recursos audiovisuais; exposição dialogada, ou seja, métodos que favorecam a informação, a reflexão e a compreensão das questões relativas ao processo saúde-doença por parte dos pacientes.

Temas abordados:

  • Como se adoece do coração? Fatores hereditários. Estilo de vida. Fatores emocionais e sociais. Fatores que cada um identifica como determinantes de seu adoecimento;
  • Como cada um descobriu a doença? A cirurgia. Experiências e impactos na vida pessoal e familiar;
  • A vida após a cirurgia. Relatos; Relação vida e morte;
  • Limites e possibilidades trazidos com a cirurgia. Reorganização da vida pessoal, familiar e profissional. Posso trabalhar? Posso me aborrecer? Sexualidade. Papéis familiares...;
  • Direitos previdenciários e sociais do cardiopata;
  • Reabilitação;
  • Alternativas terapêuticas e cirúrgicas: CRM, troca valvar, implante de marcapasso, angioplastia;
  • O que se pretende com a cirurgia? Recomendações médicas para o pós-cirúrgico. Adquirindo novos hábitos.

Avaliação dos resultados.

A avaliação será realizada a partir de determinados parâmetros:

  • Análise da sistematização dos dados dos questionários aplicados ao usuário após seis meses, quando será observado possíveis mudanças nos indicadores;
  • Comparação entre o número de reinternações hospitalares ocorridas no período de realização do grupo e nos períodos anteriores;
  • Impressões subjetivas apontadas pelos usuários;
  • Análise dos objetivos propostos no projeto inicial.

Atualmente, a equipe interprofissional está na fase de avaliação da primeira experiência do grupo, para posterior redefinição do projeto.

GALERIA DE FOTOS:

"Nada que VIVE, vive só ou pra si..."

"Dia do assistente social" - maio de 2008

"Envelhecimento humano e cidadania da pessoa idosa"